1. SEES 6.3.13

1. VEJA.COM
2. CARTA AO LEITOR  UM PASSADO PARA REFLETIR
3. ENTREVISTA  PADRE GIANPAOLO SALVINI  CONTRA A RELIGIO  LA CARTE
4. CLAUDIO DE MOURA CASTRO  A MGICA DA EDUCAO
5. MALSON DA NBREGA  IDEAIS NO GENIAIS
6. LEITOR
7. BLOGOSFERA
8. EINSTEIN SADE  POR DENTRO DO APARELHO DIGESTIVO

1. VEJA.COM
EDITADO POR KTIA PERIN kperin@abril.com.br

REDE-MODELO DE ENSINO
H alguns anos, o Brasil se acostumou a designar como "escolas-modelo" as unidades pblicas cuja qualidade do ensino se destaca da maioria. A reportagem de VEJA visitou um municpio diferente. L, criou-se uma "rede-modelo". Novo Horizonte, distante 405 quilmetros de So Paulo, possui a rede municipal de ensino fundamental mais homognea do pas  e com melhor qualidade. Uma serie de reportagens que sero publicadas nesta semana vai mostrar a receita de xito da cidade e discutir se a frmula pode ser repetida em outros locais do pas.

OBRAS CARAS
Para alvio dos organizadores,  apesar dos apertos, os estdios para a Copa do Mundo 2014 ficaro prontos. Superado esse desafio, o pas ter de encarar outra encrenca: a administrao e a conservao dessas arenas. Especialistas advertem que preserv-las custa mais que ergu-las. Para complicar, pelo menos cinco cidades-sede tero um estdio que dificilmente ser utilizado com a frequncia necessria para pagar as contas. O site de VEJA mostra quais so essas cidades e o que elas tero de fazer para diminuir os prejuzos.

JENNIFER X KRISTEN
As duas nasceram em 1990, protagonizaram sagas adolescentes milionrias e se tornaram os rostos da nova gerao de Hollywood. O paralelo entre as atrizes Jennifer Lawrence e Kristen Stewart para por a. Ou melhor: ele acaba em meados de 2012. De la para c, a estrela de Jogos Vorazes s fez ascender entre produtores e membros da Academia de Cinema Americana, que acabam de dar a ela o Oscar de melhor atriz. E a protagonista de Crepsculo s fez cair. O trash Amanhecer  Parte 2 levou o prmio Framboesa de Ouro, dado s piores produes do ano. Reportagem no site de VEJA mostra como os dois principais nomes da nova gerao esto agora em direo oposta. 

ARGO REAL
A operao secreta do governo americano para resgatar seis diplomatas no Ir, em meio  crise diplomtica de 1979, hoje  conhecida em todo o mundo graas ao filme Argo, premiado como o melhor do ano na cerimnia do Oscar. Mas o que h de verdade e fico na histria contada por Hollywood? Mark Lijek, um dos diplomatas salvos, conversou com o site de VEJA sobre a experincia real e disse: "Tudo foi bem menos tenso que no filme. Mas, graas a ele, as pessoas tiveram acesso a uma parte da histria do pas que ficou esquecida". 


2. CARTA AO LEITOR  UM PASSADO PARA REFLETIR
     Contrariando a tradio de aumentar os prprios privilgios e atender aos interesses corporativos, a Cmara Federal aprovou um projeto que reduz o pagamento do 14 e 15 salrios a deputados e senadores, desidratando uma mordomia que pesava havia quase sete dcadas nos ombros dos contribuintes brasileiros. Uma semana antes, o Senado anunciou um pacote de racionalizao de gesto que vai economizar, em dois anos, 262 milhes de reais. Ser que os parlamentares brasileiros ouviram o clamor da opinio pblica e tomaram jeito? Pode ser. Mas ainda  cedo para saber se esses arroubos de conteno dos abusos sinalizam uma guinada duradoura na direo correta ou se so apenas uma estudada oferenda no altar da austeridade feita pelos novos presidentes do Senado, Renan Calheiros, e da Cmara, Henrique Eduardo Alves. 
     Fica a dvida tambm se Calheiros e Alves, ambos caciques do PMDB, partido que deu contornos de endemia ao fisiologismo, so os mais aptos a dar cabo dos maus costumes da poltica. Eles prometeram transparncia e gesto austera. Confrontados com as prprias biografias, tisnadas por episdios pouco edificantes, saram-se com a mxima do poeta paulista Mrio de Andrade (1893-1945), para quem "o passado  lio para refletir, no para repetir". 
     Uma reportagem desta edio de VEJA mostra alguns dos privilgios que os 513 deputados e 81 senadores desfrutam em Braslia. So tentaes inatingveis para a imensa maioria dos brasileiros, como moradia gratuita, plano de sade para toda a famlia sem limite de gastos e com durao vitalcia e verba mensal adicional ao salrio de at 34.000 reais. 
     "Fazer cortes nas mordomias  um processo irreversvel", disse Renan.  preciso ficar de olho em suas excelncias. Os privilgios j derrotaram antes outros presidentes dispostos a aproximar um pouco mais o folgado modo de vida dos integrantes do Congresso da labuta diria dos brasileiros que os sustentam com seus impostos. O PMDB de Renan e Henrique Alves tem no seu passado a renhida luta pela redemocratizao do Brasil. Depois, nunca mais conseguiu empunhar bandeira to honrosa. Instituir a transparncia no Congresso oferece a Renan e a Alves a chance de dar ao partido um novo empuxo histrico. Se fracassarem, o mesmo poeta, Mrio de Andrade, ter para eles um epitfio poltico pronto: "No devemos servir de exemplo a ningum. Mas podemos servir de lio". 


3. ENTREVISTA  PADRE GIANPAOLO SALVINI  CONTRA A RELIGIO  LA CARTE
A defesa da pureza da f e da identidade crist  um dos legados de Bento XVI, de acordo com uma das personalidades mais respeitadas da Igreja romana.
MARIO SABINO, DE ROMA

Aos 77 anos, o milans Gianpaolo Salvini  um padre em que cairia bem a prpura cardinalcia, no fosse ele um jesuta  e, como integrante da Companhia de Jesus, com pendor para a catequizaco e discusses intelectuais e teolgicas mais amplas do que as travadas nos limites dos sales do Vaticano. Formado em filosofia e economia, ele cumpriu misses na Amrica Latina e morou em Salvador, na Bahia. Durante 26 anos, Salvini foi diretor da revista La Civilt Cattolica, publicada em Roma desde 1850. Fora do cargo por vontade prpria, ele continua a assinar artigos para a revista e a ser interlocutor de altas autoridades italianas. Tambm  conselheiro do Pontifcio Conselho da Justia e da Paz. Salvini concedeu a seguinte entrevista a VEJA. 

Como o papa Bento XVI passar  histria? 
 difcil falar em histria quando ainda estamos no territrio da crnica. Penso, contudo, que ficar a marca de um papa intelectualmente refinado, um dos maiores telogos do nosso tempo. Um papa que se preocupou com a pureza da f e da identidade crist, num perodo em que se fortalece a tendncia de equiparar as religies  at com o surgimento de crenas " la carte", em que o indivduo rene elementos de crenas diferentes e os funde numa mistura frequentemente no compatvel entre eles. Acho, tambm, que permanecer viva na memria a sua capacidade de se fazer compreender por todos, em nveis que variavam de acordo com os ouvintes. Enfim, a sua grande afabilidade e quase ternura o fizeram muito amado na Itlia,  exceo talvez de uma parte do mundo intelectual. Foi um papa cujo interesse principal, do ponto de vista teolgico e afetivo, era  e   a Igreja como instituio 

O que diferenciou o cardeal Joseph Ratzinger do papa Bento XVI? 
Em substncia, no vejo diferena.  evidente que, como telogo, especialmente quando era um jovem professor, ele podia falar mais livremente e formular hipteses inovadoras, o que, como prefeito da Congregao para a Doutrina da F e papa, no era possvel fazer  porque teses para debate seriam tomadas como afirmaes normativas ou at mesmo doutrinrias. Como papa, talvez tenha acentuado certo pessimismo em relao a algumas consequncias no previstas  e no desejadas  pelo Conclio Vaticano II, que alguns sacerdotes ou grupos levaram muito adiante do recomendvel. Tais sacerdotes ou grupos viram em determinados aspectos originados do conclio no um ponto de chegada, mas um ponto de partida para reformas perigosas. 

Padres pedfilos, o escndalo no banco do Vaticano, o roubo de documentos papais: na agenda da Igreja, as reformas propostas peto Conclio Vaticano II foram atropeladas pela urgncia da questo moral? 
Os textos do conclio, passado meio sculo de sua abertura, mantm a sua carga inovadora e continuam a absorver a ateno que merecem. Os fatos dolorosos a que voc se refere advm da ao de homens inadequados para ocupar cargos executivos na administrao do Vaticano ou que traram a prpria misso de educadores, de sacerdotes ou de administradores. Em uma poca em que tudo  consentido, mas nada se perdoa, os escndalos (s vezes aumentados, frequentemente reais) ocuparam a primeira pgina dos jornais, obscurecendo avanos que o conclio trouxe  Igreja, com suas reformas muitssimo oportunas. Mas sempre haver escndalos na Igreja, como dizia Jesus. 

Jesus falou em escndalos, literalmente? 
Sim, h mais de um trecho do Novo Testamento em que Jesus faz referncia a escndalos. Por exemplo, no Evangelho de So Mateus, captulo 18, versculo 7: " inevitvel que ocorram escndalos, mas ai do homem que   causador do escndalo.

Uma maior internacionalizao da Cria Romana, o aparato burocrtico do Vaticano, poderia ter evitado alguns dos graves problemas que causaram a renncia do papa? 
A internacionalizao da Cria  recomendvel, j que falamos da Igreja Catlica  ou seja, universal  e alguns continentes, como a Amrica Latina, esto ainda sub-representados no Vaticano. Mas ela no resultaria automaticamente em maior rede de proteo contra os escndalos. Tudo depende dos homens escolhidos. Conheci africanos e asiticos mais "romanos"' que muitos prelados italianos. No entanto,  foroso admitir que a presena de pessoas de culturas diferentes, selecionadas no mundo inteiro, talvez contribusse para um maior controle recproco. 

Qual seria o perfil mais adequado do prximo papa, diante das atuais necessidades da Igreja? 
A eleio de um papa  um fato espiritual, fruto da orao e da assistncia do Esprito Santo, invocado com insistncia no s pelos cardeais eleitores, mas pelo conjunto da Igreja. No conclave que se avizinha, espera-se, portanto, que no se repita a histria de um cardeal, ento prefeito da Congregao dos Bispos. Ao responder a um jornalista que perguntara se, antes da escolha dos bispos, o Esprito Santo tambm era invocado, ele disse: "Ns o invocamos sempre. Mas, s vezes, o Esprito Santo chega quando tudo j est decidido" (risos). No caso do papa, personalidade fundamental da Igreja, e visto que a Igreja  obra de Deus, toro para que a ajuda do Seu Esprito seja, digamos, rpida, assdua e eficaz... Na minha opinio pessoal, acho que o prximo papa precisaria ter uma boa experincia pastoral e saber cercar-se de colaboradores honestos. Ele deveria saber falar ao nosso tempo, como bem fizeram os ltimos pontfices, mas enfrentar concretamente alguns problemas que permanecem sem soluo, apesar de muito mencionados pelos papas, em especial por Bento XVI. Cito a relao entre f e cincia  que no caso da biotica parece subverter a prpria concepo tradicional de homem e mulher , a maior colegialidade no governo da Igreja, que no se ope necessariamente  ideia do primado papal, e a questo das famlias que se transformaram profundamente, por causa de divrcios e novos casamentos. Isso para no falar da questo urgente sobre o papel das mulheres na Igreja. O novo papa tem o desafio de abordar tais assuntos sem perder a identidade crist nem a coragem de propor um ideal de vida altssimo  mas conciliando o trabalho pastoral com as dificuldades que as pessoas encontram no cotidiano. 

Muitos fiis se perguntam por que, segundo a doutrina, um papa pode renunciar a seu matrimnio com a Igreja, ao passo que um casal no pode divorciar-se.  uma pergunta razovel? 
Eu entendo a interrogao, mas  preciso ter claro que o papa renunciou ao pontificado, no ao seu compromisso com a Igreja, que, do ponto de vista mstico,  a esposa de Cristo, no do papa. A pergunta seria mais cabvel se Joseph Ratzinger tivesse, por exemplo, renunciado a ser bispo, que  uma consagrao, o que absolutamente no ocorreu. O que se tem, aqui,  simplesmente um papa que no tinha mais a fora necessria para cumprir uma misso rdua e se demitiu de seu ofcio. Ele no se divorciou da Igreja, pelo contrrio: continua a ser parte dela, amando-a e servindo-a, mesmo que em silncio e apenas em oraes. Alis, a Igreja permite, sim, que um casal se separe, caso a vida conjugal se torne insuportvel. Nenhum padre aconselharia a uma mulher que apanha do marido que continue a se submeter a esse tipo de humilhao, para ficar num dos casos mais comuns. O que a Igreja no permite  que um homem e uma mulher se casem novamente, sem a devida anulao da unio anterior por um tribunal eclesistico. 

Como integrante da Companhia de Jesus, o senhor poderia explicar por que se diz em Roma que um jesuta nunca seria eleito papa? 
No h nada que impea, formalmente, a eleio de um jesuta ao Trono de Pedro. Os jesutas, de acordo com o desejo do fundador da ordem, santo Incio de Loyola, sempre procuraram evitar o caminho dos bispos e, principalmente, dos cardeais. Nosso trabalho , em essncia, missionrio. Como, desde o sculo XIII, o papa  escolhido somente pelos cardeais reunidos em conclave, a probabilidade de que um jesuta seja eleito , assim, remota. No prximo conclave, haver somente um integrante da Companhia de Jesus: o arcebispo de Buenos Aires. O outro cardeal jesuta, ainda em idade para votar,  indonsio e decidiu no vir a Roma por motivos de sade. 

A perda de fiis catlicos no Brasil tambm se deve ao fato de que os padres no sabem se comunicar com as pessoas. Suas homilias so, em geral, confusas e os sacramentos, no raro, so ministrados atropeladamente, como se os sacerdotes tivessem algo mais importante a fazer. Para alm da falta de vocaes, existe um problema de formao nos seminrios? 
A formao do clero precisa ser constantemente melhorada e adaptada aos novos tempos. Mas o problema das homilias no se restringe ao Brasil. Bento XVI dizia que uma prova de que a f catlica  proveniente de Deus  o fato de ela sobreviver todos os domingos a centenas de milhares de homilias insossas e inspidas. Acho que a perda de fieis est muito ligada  nossa incapacidade de criar comunidades vivazes e fraternas, cuja f se manifeste nas celebraes. Inmeros padres, inclusive na Europa, embora sejam bons administradores, esto longe de ser lderes da f nas suas comunidades e parecem ter perdido a alegria do sacerdcio. Os leigos, portanto, precisariam intervir com fora nesse contexto, j que compem mais de 99% dos catlicos. Tambm lhes cabe manter viva a Igreja. 

O fim do celibato dos padres resultaria no aumento das vocaes, como acredita o clero alemo? 
 provvel que, ao tornar facultativo o celibato dos sacerdotes diocesanos, surgiriam mais vocaes. No entanto, nasceriam outros problemas, porque, por exemplo, no  seguro que o casamento de um padre seja feliz. Sacerdotes poderiam divorciar-se, o que criaria um quadro de confuso doutrinria. No acho que a soluo resida no consentimento aos atuais sacerdotes de casar-se, mas na identificao de lderes que j demonstraram a capacidade de guiar os fiis, como ocorre em muitas localidades no Brasil que sofrem com a falta de padres. Esses lderes poderiam ser ordenados. Como, em geral, so homens maduros, muitos j passaram pela experincia do casamento, constituram famlia e no veriam no celibato um obstculo intransponvel. Pio X j pensava numa soluo desse tipo para a falta de sacerdotes. 

O senhor acredita, como Bento XVI, que o relativismo  um dos grandes problemas do nosso tempo? 
Existe um relativismo positivo, que nos ajuda a no cair na tentao de considerar nossas ideias e solues definitivas. Mas, quando o relativismo passa a significar a perda de valores absolutos, que do sentido  vida, ele adquire carga negativa e se transforma em problema num mundo em que os pontos de referncia parecem perdidos. Obviamente, para um cristo, os valores absolutos esto radicados em Deus e na prpria viso da pessoa humana. 

O catolicismo tem um passado de 2000 anos. Quais seriam as condies para que ele tenha um futuro de outros dois milnios? 
Acho que o catolicismo precisa, acima de tudo, ser fiel a si mesmo e a Deus  e, nessa fidelidade, procurar solues para problemas que variam conforme a poca. Para tanto,  necessrio fazer as perguntas certas, o que  muitas vezes mais difcil do que encontrar respostas. 

Se Deus existe, como reconhecer a Sua voz em nossas vidas? 
Supor a no existncia de Deus a um padre  e a um jesuta feliz de s-lo  faz sorrir, j que apostei a minha existncia na resposta afirmativa. Quanto  segunda parte da sua pergunta, permita-me recorrer a uma belssima passagem do Evangelho de So Lucas, que descreve o encontro de Jesus, depois da Ressurreio, com os dois discpulos de Emas. A princpio, ambos, que haviam encontrado previamente o Senhor, no se do conta de quem se tratava. S reconhecem Jesus durante a refeio para a qual so convidados, quando Ele quebra o po para distribu-lo. Quantos de ns, mesmo cristos, podemos dizer que reconhecemos Deus em nossas vidas pela forma com que repartimos o po com quem padece? 


4. CLAUDIO DE MOURA CASTRO  A MGICA DA EDUCAO
     Vale a pena refletir sobre o elo entre a educao e o que acontece com nossa vida profissional. Sabemos que, ao deixar a escola e encontrar um emprego, o nmero de anos de estudo  o mais poderoso determinante do que vamos ganhar. Como regra geral, quanto mais se estuda, mais o salrio inicial  elevado  embora varie de acordo com a oferta e a procura de competncias. Se acreditamos que o contracheque reflete a nossa contribuio para a produtividade da empresa, os anos de estudo so a maior fonte de progresso.  o que Adam Smith dizia e que j foi exaustivamente medido. 
     De fato, quanto maior o estoque de educao com o qual iniciamos a vida profissional, mais ganhamos. Ou seja, no dia em que pleiteamos um emprego, o mercado valoriza o que aprendemos na escola. Portanto, h boas razes para a escola ensinar bem aquilo que conta para um bom desempenho profissional. 
     Mas os nmeros contam mais histrias. Quem estudou pouco ou nada no s comea com um salrio medocre, mas permanece a vida toda atolado no mesmo nvel. J para os que tm mais educao, no curso da sua vida profissional, o salrio pode duplicar ou triplicar. Esses aumentos so espantosamente maiores do que o benefcio de entrar mais educado no mercado de trabalho  no caso, comparado com quem tem menos escolaridade. 
     Nosso primeiro salrio reflete aqueles conhecimentos que a escola nos deu e que o mercado valoriza.  fcil entender. Mas o que explicaria o avano ao longo da carreira, se j havamos parado de estudar? Como esquecemos muito do aprendido na escola, at no seria absurdo pensar que o salrio encolheria. 
     Em boa medida, as empresas remuneram de acordo com a capacidade de produzir de cada um  e com a escassez relativa daquele perfil de mo de obra, mas no precisamos aqui entrar nesses complicadores. Se pagam cada vez mais, ao longo da nossa carreira, se o salrio segue crescendo, isso significa que nos tornamos mais produtivos.  foroso concluir que, de alguma forma, continuamos aprendendo. Ficamos mais educados, apesar de no estarmos mais na escola. 
     Em outras palavras, os aumentos ao longo dos anos s podem ser explicados pela capacidade de aprender com a experincia vivida. Esse amadurecimento ao longo da vida  fortemente influenciado pela nossa educao formal prvia  metamorfoseia-se em maior produtividade. Eis a mgica da educao! 
     Visto de outra maneira, o que aprendemos na escola e tem uso imediato aumenta os salrios, mas no tanto. Conta mais o que aprendemos depois. Logo, seja do ponto de vista individual, seja do da empresa, o aprendizado mais valorizado economicamente  aquele que se d durante a vida profissional, no antes. Essa concluso, alm de curiosa, no  sem consequncias. 
     Tudo o que puder ser feito para maximizar o aprendizado ao longo da nossa carreira se traduz em avanos nos rendimentos.  importante lembrar, conta a qualidade da educao que tivemos. No so quantos fatos e frmulas decoramos, mas a capacidade de ler, escrever, pensar, decifrar o mundo ao nosso redor, bem como identificar e encontrar solues para os problemas que vo aparecendo.
     Pela vida afora, ajudar tudo o que possa facilitar, incentivar e promover o aprendizado, at o mximo condizente com o potencial de cada um. Ajudam os cursos, mentores, estgios ou grupos de discusso. Essa  a boa tese da Educao Permanente. Mas nem tudo vem de fora. Tambm funciona o esforo prprio, autodidata, de maneira totalmente informal. E, mais ainda, avanamos merc de uma insacivel curiosidade e de uma atitude de sempre fazer perguntas e procurar respostas. O que importa  a busca incansvel de formas de alimentar a nossa sede de conhecimentos e de novas solues. Nossa carreira depende do esforo para continuar a aprender. O tesouro da educao no est no diploma e no que ensinou a escola, mas sim no que ela nos permite crescer depois. 
CLUDIO DE MOURA CASTRO  economista 


5. MALSON DA NBREGA  IDEAIS NO GENIAIS
     A Amrica Latina  um celeiro de ideias aparentemente geniais que no resistem ao debate srio e persistente. Muitas delas refletem equivocadas vises da esquerda ou pregam solues simplistas para questes complexas. Como dizia o jornalista americano Henry Mencken (1880-1956), "para cada problema complexo existe uma resposta clara, simples e errada". 
     Uma dessas ideias surgiu em 1971 com o livro As Veias Abertas da Amrica Latina, do jornalista uruguaio Eduardo Galeano. Ele descreveu corretamente a tragdia da explorao predatria de riquezas regionais por colonizadores europeus, sobretudo os espanhis, mas equivocou-se quando acusou os Estados Unidos de exercer explorao semelhante via empresas multinacionais. Em sucessivas edies, a obra tem seduzido muita gente. Galeano inspirou Plinio Apuleyo Mendoza (colombiano), Carlos Alberto Montaner (cubano) e lvaro Vargas Llosa (peruano) a escrever o livro Manual do Perfetio Idiota Latino-Americano, que contm uma crtica bem-humorada sobre como pensam (e erram) autores esquerdistas locais. Imaginar, como fez Galeano, que a prosperidade americana dependeu da explorao imperialista das riquezas latino-americanas e no da qualidade de sua educao e da solidez de suas instituies  extremamente duvidoso. O livro influenciou lderes populistas latino-americanos.
     No Brasil, uma dessas ideias prope extrair do pr-sal apenas o petrleo suficiente para financiar um plano de desenvolvimento. O restante ficaria no subsolo, valorizando-se em decorrncia de suposta elevao do seu preo. Acontece que explorar o petrleo tende a ser melhor do que guard-lo, entre outras razes porque ele pode desvalorizar-se com a descoberta de novas jazidas e com avanos tecnolgicos que reduzam o seu uso. Ahmed Yamani, ministro do Petrleo saudita, alertava para esses riscos e lembrava que "a Idade da Pedra no acabou por falta de pedra". Deixar o petrleo debaixo da terra  nos submeter  perda de oportunidades e  sua desvalorizao. Nada genial. 
     Recentemente, o ministro interino de Minas e Energia externou outra dessas ideias. Ao reclamar da recusa de algumas empresas em aceitar o plano de antecipar a renovao das concesses do setor eltrico, ele disparou: "Essas companhias privilegiaram seus acionistas, e no a populao brasileira". Ora, a funo essencial de uma empresa  gerar valor para seus acionistas. Nada de errado. Para tanto, ela precisa dar lucro, o que lhe permite investir, inovar e criar renda e riqueza, contribuindo para o bem-estar da populao. Caso contrrio, quebra, destri valor e dispensa seus trabalhadores. A populao perde. 
     O ministro da Educao adotou uma ideia no genial para enfrentar a carncia de mdicos nas reas menos desenvolvidas. Agora, a instalao de novas faculdades de medicina depender da "demanda social" por mdicos na regio. A localidade geogrfica ser o principal critrio a considerar. O ministro diz querer formar bons profissionais, em cursos dotados de residncia mdica, desde que eles estudem onde o governo determinar. Acontece que o local do curso no  determinante na fixao dos mdicos. A maioria migra em busca de melhores oportunidades de emprego, formao profissional e qualidade de vida. Pesquisa recente, conduzida por Mrio Scheffer, da Faculdade de Medicina da Universidade de So Paulo, constatou que apenas 25% dos mdicos que saram para estudar fora permaneceram na cidade onde se graduaram. Cerca de 60% dos que ficaram na localidade onde se formaram esto nas sete maiores capitais. O dr. Scheffer diz que a medida  cosmtica, pois "a desigualdade na distribuio dos profissionais somente ser resolvida com um conjunto de medidas", entre as quais o combate  precarizao do trabalho e a oferta de estrutura adequada. A meu ver, a ao intervencionista do governo pode produzir profissionais de baixa qualidade e no resolver o dficit deles em certas reas. 
     Ideias constituem a fonte bsica da evoluo institucional e da melhoria das polticas pblicas. O desafio  descartar as equivocadas, o que requer submeter todas ao debate, ao escrutnio de bons especialistas e ao exame de sua viabilidade. No parece ser o caso dessas quatro ideias no geniais. 


6. LEITOR
ATAQUES A YOANI SNCHEZ
A reportagem "A guerreira e os fanfarres (27 de fevereiro) e a ilustrao da capa de VEJA ficaram excelentes. Fui um dos que tentaram conseguir um autgrafo e uma foto com Yoani Snchez, em So Paulo, na quinta-feira (21), mas fiquei frustrado, pois os "vanguardistas do atraso" estavam ''protestando". Eu prefiro cham-los de hipcritas. Logo que percebi que no teria como ouvir a Yoani, fui embora. Tinha de atravessar a Avenida Paulista para pegar o nibus, mas, como fazia calor, resolvi tomar um refrigerante. Entrei no McDonalds e, para minha surpresa, l estavam muitos dos que gritavam: "Cuba sim, ianques no! Viva Fidel e a revoluo!". Pattico.
RENATO LEODRIO
So Paulo, SP

Ler VEJA, alm de grande prazer,  um dever cvico, equivalente a votar ou prestar o servio militar. Como assinante, vejo justificados a dedicao, a admirao e o respeito por todos que a fazem, quando encontro as palavras que gostaria de escrever.  o que est na fundamental reportagem "A guerreira e os fanfarres", que mostra que a verdade  temida e muito mais poderosa do que a mentira e o engodo dos fiis  ditadura castrista.
REGINALDO DA SILVA GOMES
Juazeiro, BA

A charge na capa de VEJA exibe o medo que o governo cubano tem de qualquer opinio que conteste os dogmas anacrnicos daquela ditadura de extrema esquerda.
ANTNIO CAMPOS KOPANAKIS
Itapeva, SP

De um lado, a suavidade e a candura de uma patriota de aparncia frgil, mas firme em seu ideal de liberdade. De outro, a turba enfurecida de cubanfilos e petralhas, teleguiados pela Embaixada de Cuba, sob o olhar cmplice do Planalto. Que contraste.
VTOR MENEZES
Boa Esperana, MG

E repugnante ver representantes das trevas agindo como trogloditas contra essa moa simptica e angelical, em visita ao Brasil. A democracia e a liberdade varrero para a lixeira da histria os tiranetes da senzala cubana. Yoani, continue firme. Ns estamos com voc.
BENHUR LUIZ MAIERON
Braslia, DF

As aes de alguns radicais da esquerda brasileira para constranger e calar a jovem Yoani Snchez tiveram o previsvel efeito de dar mais publicidade e destaque  blogueira. O que demonstra que, alm do radicalismo, da intolerncia e da incapacidade de respeitar os que pensam diferente, aqueles elementos compartilham mais uma caracterstica: a burrice.
JORGE LUIZ BALDASSO
Dourados, MS

Pattica e vergonhosa a manifestao orquestrada contra a cubana Yoani Snchez. Um bando de comprados para fazer arruaas. Lamentvel!
ISABEL DE NORONHA BOECHAT VO
Braslia, DF

Temos o direito de ouvir, ler, ver e falar. O tempo do silncio j acabou acabou.
MADALENA FERRANTE PIZZATO
Curitiba, PR

Essa gente que constrangeu a visitante cubana  manipulada por lderes retrgrados.
DANIEL LOPES DE ASSIS
Vitria, ES

No conheo caso de defensor do regime comunista que se tenha mudado para Cuba para viver oprimido e na misria.
ROBERTO DE ABREU E SILVA JNIOR
Volta Redonda, RJ

Presidente Dilma Rousseff, acredito que a senhora tenha lido a revista VEJA e ficado to envergonhada com a situao deste caso quanto eu e a grande maioria dos brasileiros que defendem a democracia e a liberdade de expresso.
JOS RUBENS DO AMARAL
Valinhos, SP

VALDEMAR COSTA NETO
Sobre a nota "O apelo do mensaleiro'' (Holofote, 27 de fevereiro), temos a esclarecer que os advogados Marcelo Bessa e Nilo Batista atuam, conjuntamente, na ao penal nmero 470, conforme documentao encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF), para dar sequncia ao trabalho de defesa do deputado Valdemar Costa Neto; Nilo Batista veio a atuar na referida ao por indicao de Marcelo Bessa.
VLADIMIR PORFIRIO
Assessoria de imprensa do PR
Braslia, DF

MORTE DE TORCEDOR BOLIVIANO
O ttulo da reportagem "A morte da torcida" (27 de fevereiro), que retrata a tragdia ocorrida em Oruro, na Bolvia, traduz como a torcida se sente com a morte do torcedor boliviano Kevin Espada, de apenas 14 anos, e a atitude da Conmebol de banir o torcedor corintiano dos estdios. Nada trar de volta a vida do garoto. O responsvel certamente deve ser identificado e duramente punido. A violncia nos estdios  que deve ser banida, no a torcida  que em sua maioria tem pessoas de bem, que encontram na paixo pelo futebol uma vlvula de escape para outras mazelas brasileiras.
CARLA CRISTINA SANTOS DE OLIVEIRA
Birigui, SP

Sou corintiano e garanto que a torcida no morreu. Deveriam desaparecer, sim, as "organizadas"'  nas quais infelizmente alguns marginais se infiltram e provocam tumultos e desatinos variados.
CARLOS ALBERTO VILA
Mirassol, SP

Faamos um simples raciocnio: suponhamos que o evento tivesse sido realizado no Pacaembu... Suponhamos tambm que essa morte tivesse ocorrido, s que na torcida corintiana e provocada por um sinalizador disparado pelos bolivianos. Ser que algum dirigente do Corinthians consideraria a morte consequncia de mera fatalidade? E como agiriam os corintianos presentes? Consta que a mais grave punio, segundo os estatutos da Confederao Sul-Americana de Futebol (Conmebol),  a expulso do torneio. Uma criana morreu. Se isso no motivar sano, o que motivar? Genocdio?
NLIO SANTANA
Santa Maria, RS

Torcidas organizadas so um mal desnecessrio.
JOO GABRIEL RAMOS RIBAS
Belo Horizonte, MG

A necessidade do banimento em definitivo de todas as torcidas organizadas dos estdios  bvia.
IGOR LUIZ V. ZANETTI
So Paulo, SP

LYA LUFT
Irretorquveis as consideraes da notvel escritora Lya Luft sobre a educao brasileira ("A boa escola"', 27 de fevereiro). Infelizmente, hoje h raras escolas que atendem s reais necessidades do desenvolvimento nacional. Dessa forma, fica difcil para o estudante ter melhores perspectivas, e muitas instituies no conseguem proporcionar ensino fundamental de qualidade. Em decorrncia, o pas est cada vez mais carente de mo de obra qualificada.
LUIZ GONZAGA BERTELLI
Presidente executivo do CIEE e da Academia Paulista de Histria
So Paulo, SP

TRINDADE MALIGNA NA IGREJA
Com tantos erros seculares acumulados pelos chefes desse imprio religioso sustentado sobre a ingnua boa vontade de muitos de seus devotos, finalmente far sentido a frase "De 1000 passar, mas a 2000 no chegar". Pedofilia, crimes financeiros, libidinagens, faces internas, chantagens, mortes inexplicveis, fraudes financeiras representam a mentira carcomendo suas entranhas.
LUIZ BARBOZA NETO
Florianpolis, SC

Muito se tem falado, sobretudo entre os desavisados de planto, sobre as "riquezas do Vaticano''; o motivo pelo qual no se vende todo o patrimnio artstico para ajudar os pobres e os necessitados e para pagar as indenizaes s vtimas de padres pedfilos pelos danos sofridos. Quando se fala em "riqueza do Vaticano", no h que perder de vista que se est falando de bens culturais que so patrimnio da humanidade. O Vaticano, fora seus templos,  um gigantesco museu, com bibliotecas e obras de arte de valor artstico inigualvel. Se o papa, por exemplo, tivesse de vender esses bens para ajudar os pobres, cada nao e cada estado teriam de vender os prprios museus e patrimnios culturais para ajudar seus desprovidos. E quem iria compr-los? Trata-se de algo impensvel, pois fazer passar esses bens a particulares seria privar os estudiosos e as pessoas de todas as crenas religiosas de conhecer parte do patrimnio cientfico, filosfico, teolgico e artstico da humanidade. A verdadeira caridade, para a Igreja Catlica, no  o assistencialismo, mas sim a evangelizao.
UGOLINO GIRODETTI
So Paulo, SP

A figura papal tem servido durante sculos de guia e direo, positiva ou negativa, no apenas para os cristos catlicos, mas para os seguidores de outras religies que, embora no compartilhem os mesmos dogmas, compartilham a ideia da possibilidade do bem, seja isso na proporo e no sentido que for. No obstante, em muitos momentos da histria o lder mundial do catolicismo foi chamado a ajudar no estabelecimento de relaes diplomticas e pacficas entre diferentes povos.
PRISCILA ZUCHI GUIO
Vitria, ES

ROBERTO POMPEU DE TOLEDO
Parabns pela criatividade e pela apresentao do artigo ""A arte de ser 'ex'" (27 de fevereiro), que define por reconhecimento o avano do catolicismo de forma indiscutvel, como indiscutveis so a humildade do gesto e a lucidez do papa Bento XVI.
LEANDRO LUCENA
Natal, RN

Qualquer semelhana entre o brilhante texto de Roberto Pompeu de Toledo e a histria recente de nosso ex-presidente Lula no ser mera coincidncia.
WALTER DE SOUZA SILVA
Belo Horizonte, MG

Foi de muito mau gosto... O papa no merece tal comparao.
ELISETE BAPTISTO
Bauru. SP

MENSALO
Na reportagem " espera da punio" (27 de fevereiro) cairia bem outro ttulo: "A espera de um milagre".
SANDRA REGINA PEDKOSO
So Paulo, SP

KARL LAGERFELD
Sempre considerei a moda e os estilistas manifestaes irrelevantes. A entrevista das Pginas Amarelas com o alemo Karl Lageifeld ("Na moda, h que ser oportunista", 27 de fevereiro) me fez mudar de opinio  pelo menos quanto ao senhor Lagerfeld.
WALTRR MATOS PE OLIVEIRA JR.
Salvador, BA

Karl Lagerfeld se mostra dono de extremo bom-senso, com domnio completo de sua proposta,  sincero, objetivo, direto e tem uma simplicidade notvel. Excelente entrevista!
LUCIANO JOS BARBOSA ALVIM
So Jos dos Campos, SP

FAMLIA
VEJA est de parabns por mostrar que a famlia do sculo XXI no precisa possuir consanguinidade para ter uma boa convivncia ("Meu amado ex-enteado". 27 de fevereiro). Tenho como exemplo a minha famlia. Estou com minha esposa h um ano e temos filhos de relaes anteriores. A filha dela me tem como um pai e meu filho demonstra um amor incondicional por ela.
PAULO COSTA
Santarm, PA
Correo: o senador Ivo Cassol foi condenado por intimidar testemunhas num processo de compra de votos (Radar, 27 de fevereiro).

PARA SE CORRESPONDER COM A REDAO DE VEJA: as cartas para VEJA devem trazer a assinatura, o endereo, o numero da cdula de identidade e o telefone do autor, Enviar para: Diretor de Redao, VEJA  Caixa Postal 11079  CEP 05422-970  So Paulo  SP; Fax (11) 3037-5638; e-mail: veja@abril.com.br. Por motivos de espao ou clareza, as cartas podero ser publicadas resumidamente. S podero ser publicadas na edio imediatamente seguinte as cartas que chegarem  redao at a quarta-feira de cada semana.


7. BLOGOSFERA
EDITADO POR KTIA PERIN kperin@abril.com.br

RADAR 
ALURO JARDIM
PEL
Depois de fazer crticas a Neymar, Pel renovou seu contrato de patrocnio com o Santos at o fim de 2014. O novo vnculo poder ser estendido por mais trs anos, se o futuro presidente santista assim desejar, www.veja.com/radar 

COLUNA
AUGUSTO NUNES
POBRES RICOS
Depois de o governo inventar o pobre que sobe para a classe mdia sem sair da pobreza, inventou agora o ex-miservel que no tem onde cair morto. Vai acabar inventando o mendigo magnata. www.veja.com/augustonunnes 

ESPELHO MEU
LCIA MANDEL
OLHEIRAS
O tratamento de olheiras varia de acordo com as diferentes causas para seu aparecimento. Muitas vezes,  necessrio recorrer a mais de uma tcnica para suavizar as manchas escuras. www.veja.com/espelhomeu 

SOBRE PALAVRAS
SRGIO RODRIGUES
VITROLA
Quando surgiu em ingls, em 1905, Victrola era a marca registrada do gramofone da Victor Talking Machine Co. Mais tarde, no Brasil, a palavra passou a ser empregada como sinnimo tanto de eletrola quanto de toca-discos.
www.veja.com/sobrepalavras

SOBRE IMAGENS
IMAGENS DE GUERRA
O Imperial War Museums guarda um verdadeiro tesouro para pesquisadores e historiadores  mais de 11 milhes de fotografias de guerra. O acervo rene imagens de diversas origens: feitas por amadores, fotgrafos militares, rgos do governo e profissionais famosos, como os britnicos Bill Brandt e Cecil Beaton. A coleo do Imperial War Museums mostra cenas inusitadas, como soldados sorridentes, apesar de bastante feridos. www.veja.com/sobreimagens 

+TECH
COMO CONTINUAR COM O MSN
A troca do Live Messenger pelo Skype, anunciada pela Microsoft em novembro, desagradou a muita gente. Mas h uma opo para instalar o antigo servio de mensagens a partir do pacote Windows Essentials, que traz instaladores para vrios programas da companhia, incluindo a ltima verso do Messenger. Confira o procedimento no blog + Tech. www.veja.com/tech 

QUANTO DRAMA
SALVE JORGE
A Globo faz de tudo para promover a atriz Nanda Costa, numa tentativa de incrementar os nmeros da novela no ibope, ainda oscilando ao redor dos 37 pontos. Nos bastidores, a ordem  convidar a moa para todas as atraes possveis. Em todos os programas da casa, o perfil batalhador e obstinado da atriz  posto em evidncia, como se ela fosse, no fim das contas, uma Morena da vida real. O rosto da protagonista da novela das 9, j se sabe, torna-se onipresente no perodo em que a trama fica no ar, mas a maratona de Nanda extrapola o que normalmente se faz para divulgar uma produo. www.veja.com/quantodrama

 Esta pgina  citada a partir dos textos publicados por blogueiros e colunistas de VEJA.com


8. EINSTEIN SADE  POR DENTRO DO APARELHO DIGESTIVO
Exame que pode diagnosticar diversas condies no exige internao nem traz desconforto ao paciente.

     Ela  pequena  mede 11 mm de dimetro por 26 mm de extenso, o tamanho de um comprimido , pesa apenas 3,7 gramas,  feita de plstico e, alm da cmera com flash embutido, capaz de tirar, pelo menos, 60 mil fotos, tem bateria com durao de at 12 horas. A tecnologia que parece sada dos filmes de espionagem , na verdade, uma ferramenta importante para a realizao de exames de imagem do aparelho digestivo: a cpsula endoscpica.
     Esse  um mtodo diagnstico capaz de capturar milhares de imagens que so imediatamente transmitidas por meio de sensores a um gravador preso na cintura do paciente. As imagens armazenadas so posteriormente transferidas para um computador.
     A cpsula consegue atingir regies difceis, que no so alcanadas com a endoscopia comum ou com a colonoscopia. Por ser muito preciso, esse exame pode ser utilizado para identificao de diferentes condies, como sangramento digestivo obscuro ou oculto, anemia de origem indeterminada, doena de Crohn, dor abdominal crnica, diarreia crnica, sndromes de m absoro e doena celaca. Alm disso, tambm pode servir para avaliar possveis cnceres do intestino delgado e observar pacientes com plipos.
     A realizao desse exame  simples, indolor e no h necessidade de internao ou de sedao. Inicialmente,  necessrio apenas estar em jejum, fazer uma dieta especfica nas 24 horas anteriores e ingerir um laxante para que as fotografias saiam visveis. Tambm recomenda-se suspender por at cinco dias antes da ingesto da cpsula medicamentos como anticidos, ferro e sucralfato (utilizado em lceras), alm de remdios que alterem a movimentao intestinal.
     O aparelho descartvel  ingerido com um copo de gua e, uma vez dentro do organismo, atravessa o tubo digestivo, impulsionado pelos movimentos intestinais at a eliminao nas fezes, o que ocorre, de modo geral, entre 24 e 72 horas depois. O paciente deve voltar ao local onde o exame foi feito apenas para devolver o gravador, que fica preso na cintura durante o exame.
     Alguns cuidados so necessrios, como consumir lquidos somente duas horas depois da ingesto da cpsula e se alimentar apenas quatro ou cinco horas depois disso. O paciente tambm no deve permanecer deitado ou remover o equipamento sem orientao mdica.  importante no praticar atividades fsicas, no levantar peso e evitar reas de campos magnticos, grandes transmissores de rdio ou outras pessoas portando cpsulas.
     Com a evoluo da tecnologia, a cpsula endoscpica pode trazer outros benefcios aos portadores de disfunes do aparelho digestivo. Os esforos dos pesquisadores se concentram atualmente em transform-la numa ferramenta tambm teraputica, contribuindo de forma eficaz na administrao de medicamentos e facilitando o tratamento de doenas.

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